“[...]vamos enfrentar esse preconceito contra as pessoas que usam maconha, mostrar que não tem nada a ver essa intolerância, essa violência jurídica e psicológica contra nós. Vamos mostrar que não temos vergonha do que fazemos, que o nosso corpo nos pertence, que consumir maconha não faz mal aos outros – no máximo faz mal aos próprios consumidores[...]
A superficialidade dos jovens contemporâneos começa a ficar alarmante quando se expõe seus pontos filosóficos. Nota-se nesta manifestação social um declínio de raciocinio em argumentações.
Sem muito trabalho é fácil notar a falta de conhecimento do assunto proposto para legalização da maconha. Os coordenadores do movimento abdicam ou aparentam abdicar saber sobre, por exemplo, o conceito de fumante passivo ao afirmar “nao faz mal a outros”.Segundo MANSUR(2009) um “Estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde na cidade de São Paulo revelou que 36% dos não fumantes que convivem com fumaça de cigarro têm tanto monóxido de carbono no organismo quanto os próprios fumantes[...]São pessoas que convivem com cigarro em ambientes públicos, como restaurantes, lojas ou no trabalho. Do total de participantes, 18,32% tiveram resultado compatível com a de fumantes leves (que consomem menos de um maço de cigarros por dia). Já 15,27% dos testes apontaram que essas pessoas tinham nível de contaminação equivalentes a fumantes (que consomem menos de dois maços de cigarros diários). E 2,29% dos analisados tinham níveis compatíveis com a de fumantes pesados (que consomem mais de dois maços por dia)”. Alguns estudos chegam a afirmar que fumantes passivos podem até ser mais afetados do que os próprios fumantes devido às misturas concentradas que são liberadas pela fumaça.
Não se importam com seu bem nem com o bem comum da sociedade. “A pessoa que atenta contra a própria vida precisa de ajuda e não de punição”, diz Daniel Mendelski, assessor jurídico do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Fica óbvio que pessoas que estão nesta situação precisam de ajuda, o uso da maconha causa os mesmos problemas que fumar cigarro de tabaco: bronquite, asma, faringite, enfisema e câncer; diminui a imunidade, aumentando a chance de ocorrerem infecções e se for usada durante a gravidez, existe a possibilidade de prejudicar o feto, dentre vários outros problemas com seu uso continuo e dependencia quimica, as pessoas que usam ao pouco estão se matando.Segundo WANDRESSON(2012) “a maconha causa fortes efeitos no cérebro, pois alguns de seus componentes apresentam semelhança química com substâncias que existem naturalmente no corpo humano, os endocanabinoides, compostos responsáveis por regular importantes funções cerebrais, controlando sinapses e circuitos neurais que processam o pensamento e a percepção.O tetraidrocanabiol (THC), composto químico com propriedades psicoativas presente na maconha, tem a capacidade de matar neurônios em desenvolvimento”.
Os manifestantes acreditam que ao legalizar a maconha o tráfico diminuiria, e em suas manifestações expõem os benefícios da maconha como produto medicinal e ecológico, mas uma refutagem é necessária: esta manifestação servirá como ferramenta de igualdade e melhoria social ou apenas desculpa para que o usuários possam usar a maconha sem represárias de força militar e governo e se livrarem de traficantes agressivos perigosos?
Estes são apenas um dos vários pontos a se considerar sobre a legalização desta, prejudicam a sociedade a médio longo prazo e o governo deve tomar uma iniciativa rápida para deliberar esta situação e conscientizar os jovens dos problemas gerados pela droga.
Bibliografia:
Disponivel em:http://super.abril.com.br/cotidiano/suicidio-crime-445657.shtml. Acesso em 16 de out. 2012
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